Projeto Seis e Meia

quarta-feira, março 19, 2008

O projeto Seis e Meia completa 13 anos em 2008 e abriu a programação deste ano com os shows de Galvão Filho e Moraes Moreira. Os shows do projeto ocorrem nas três primeiras terças feiras de cada mês, com abertura feita por artistas locais seguidos de um artista de renome nacional. E foi nesta Terça-Feira, dia 19 de março, que o Na Cantina fez sua primeira cobertura (ou seria fuga do ambiente do setor II?).

A abertura foi feita pelo cantor, percussionista e compositor Galvão Filho. O artista declarou que “A gente tem que viver de música, não morrer de música” e foi ao lado de Babau que tocou músicas populares para o público que ainda estava chegando. Ele encerrou com o que ele chama de “reggae sanfonado”. Nessa hora, os espectadores já completavam quase todo o teatro, mas ainda haviam alguns lugares vazios. Pouco tempo depois, veio o show de Moraes Moreira.

Sex-agenário das sete e meia

Sem falar nada, Moraes Moreira começou cantando Ferro na Boneca. Era o pluft, pluft, ferro na boneca no gogó, música dos Novos Baianos, banda que Moreira participou quando era mais jovem. O show, aliás, teve metade do repertório com músicas do grupo, que fez história ao cantar sobre a cultura popular brasileira na ditadura durante as décadas de 60 e 70.

Só depois da primeira música que o cantor falou alguma coisa – e foi, justamente, sobre os Novos Baianos. Ele citou alguns versos no estilo cordel sobre a criação da banda e já emendou com outra canção. Entre uma música e outra, Moraes Moreira citava versos sobre a criação, casos, momentos tristes e felizes até chegar à separação dos Novos Baianos. O cantor ainda tentou vender o peixe quando falou que mais versos estavam no livro“A história dos Novos Baianos e outros versos”, escrito por ele, e que aquilo citado no show era apenas um resumo. Um resumo bastante divertido, por sinal.

Do repertório novo baiano, destacaram-se Acabou Chorare, Dê um Rolé e Preta Preta Pretinha, mas parece que o forte mesmo tinha a ver com o samba. O público acompanhou Brasil Pandeiro, com os versos repetidos de Brasil, esquentai vossos pandeiros, iluminai os terreiros que nós queremos sambar e o prolongado Ô, ô, sambar, iêiê, sambar... ao som de palmas que renderam bons momentos.

Na segunda metade do show, Moraes Moreira contou o início da sua carreira-solo ao som de Pombo Correio e a partir daí é um sucesso atrás do outro. É quando a platéia acompanha e sabe as letras de cor ou, pelo menos, arrisca algum verso, nem que seja apenas o refrão. Declarando ser um "sex-agenário", o cantor soltou Assim pintou moçambique, Bloco do prazer, Meninas do Brasil e muitas outras.

As músicas mais populares foram deixadas pro final. Depois da saideira, de pé, os espectadores ainda pediram bis com palmas e danças e o show terminou com gosto de quero mais.

1 comentários:

Mëninee disse...

êeee. saimos da cantina. êeeee.
jájá a gente sai da diversão de um show pra política mais um tempero pop.